
O ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), resolveu atacar os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Júnior (PR), que vêm cobrando ações concretas do governo Lula diante da crise causada pelas tarifas dos Estados Unidos. Em vez de buscar soluções, Messias tentou jogar a culpa na família Bolsonaro, como de costume, fugindo da responsabilidade.
Segundo Messias, os governadores — que são pré-candidatos fortes à Presidência em 2026 — estariam ignorando o “fomento traiçoeiro” das sanções, que, segundo ele, teria partido do clã Bolsonaro. Em tom panfletário, escreveu nas redes que o governo Lula está “trabalhando para impedir a crise”, mesmo com o total vazio de ações práticas até agora. Para ele, tudo seria culpa da direita, como sempre.
Enquanto o ministro se dedica a fazer politicagem, os governadores agiram com responsabilidade. Tarcísio alertou que São Paulo pode perder até 120 mil empregos, especialmente em setores dependentes de insumos norte-americanos. O governador anunciou medidas como liberação de créditos de ICMS e revelou que está em conversas com empresários e autoridades dos EUA, fazendo o que Lula deveria ter feito.
Caiado foi ainda mais duro: acusou Lula de não buscar diálogo com os americanos e chamou o petista de despreparado. “Ao invés de usar a chancelaria, fica fazendo frase de efeito. Quem é Lula para falar de soberania se aplaudiu a Rússia?”, disse. O goiano afirmou que nem ministros da área econômica foram envolvidos pelo Planalto na discussão, mostrando que o governo age com arrogância e isolamento.
Já Ratinho Jr. também demonstrou preocupação com os impactos nas indústrias do Paraná e defendeu uma reação técnica e institucional. Enquanto isso, Lula tenta transformar tudo em narrativa ideológica, deixando de lado o trabalhador, o produtor rural e os exportadores que estão sendo diretamente prejudicados. A omissão é evidente, e os governadores de direita estão ocupando o espaço de liderança que o Planalto abandonou.