
O que José Dirceu fez no Mensalão, Jaques Wagner deve repetir agora no caso Banco Master: assumir sozinho o peso das acusações.
É o que sugere a coluna de Lauro Jardim, publicada nesta segunda-feira (22) em O Globo:
“Jaques Wagner deve pedir, entre hoje e amanhã, licença do cargo de líder do governo no Senado, função que exerce desde o início do governo Lula.
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Apesar de Wagner ter declarado publicamente que permaneceria na liderança “até que o presidente peça que eu me retire” e ter considerado “muito difícil” ser afastado por Lula, sua permanência no posto se tornou insustentável.
As revelações trazidas a público pela operação de busca e apreensão da PF, que teve Wagner como principal alvo, são graves demais para serem ignoradas. O desgaste para a campanha de reeleição de Lula é considerado inevitável.
De acordo com fontes da cúpula do PT, Wagner foi convencido ao longo do fim de semana de que a única saída viável neste momento é se afastar. Ele deve seguir o roteiro clássico: pedir licença do cargo para “provar sua inocência” fora da função e sem prejudicar o governo.
”O ex-presidente do PT, José Genoíno, foi enfático ao defender essa estratégia durante uma live realizada no fim de semana.
Veja o vídeo:
