
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) manteve silêncio após ser informado que decidiu não incluir o Sindnapi, sindicato que tem como vice-presidente Frei Chico, irmão do presidente Lula, entre as entidades acionadas judicialmente no escândalo de fraudes investigadas na Operação Sem Desconto. O caso vem sendo apontado como favorecimento político sem explicações oficiais
A decisão de excluir o Sindnapi e outras organizações ligadas à esquerda, como a Contag, da lista de ações judiciais movidas pela AGU surpreendeu a oposição, que requisitou explicações via Lei de Acesso à Informação (LAI). Porém, o INSS se recusou a detalhar os critérios adotados para essa exclusão.
Estes sindicatos estão entre os mais mencionados nos relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e nas investigações da Polícia Federal, tendo recebido recursos milionários com base em descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas. Ainda assim, ficaram fora do escopo das medidas judiciais.
Apesar dessas irregularidades graves, a AGU optou por não bloquear bens ou buscar ressarcimento do Sindnapi. Em nota, informou que a exclusão foi resultante da investigação interna aberta pelo INSS, negligenciando os alertas da oposição sobre indícios de fraude.
O Sindnapi teve crescimento explosivo de receitas: de R$ 23 milhões em 2020 para R$ 154 milhões em 2024, e cerca de 77% dos beneficiários entrevistados afirmaram que não autorizaram os descontos, conforme relatório da CGU. Mesmo com o sócio-líder Frei Chico, o sindicato não sofreu sanção judicial até o momento.
Diante desse cenário, a oposição acusa o governo Lula de proteger aliados enquanto aposentados lesados ficaram sem resposta. Para conservadores, é mais um exemplo de impunidade seletiva, dado que as investigações continuam, mas a punição parece filtrada por alinhamento político