
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), fez declarações contundentes contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após vir à tona que o presidente se reuniu, por meio de seu governo, com uma associação comunitária que possui vínculos com o PCC. Segundo Caiado, “Lula não representa os brasileiros de bem, e sim um narcoestado conivente com o crime”.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Caiado disparou que “o presidente se ajoelhou diante do crime organizado” e que com essa associação direta a uma facção criminosa, Lula se coloca como réu confesso. Para o governador goiano, não existe Estado de Direito onde bandidos ditam a agenda nacional. E completou: “Não há paz, não há ordem, não há desenvolvimento em um país rendido ao tráfico”.
A visita do presidente à Favela do Moinho, em São Paulo, virou alvo de escândalo nacional. Segundo documentos do Ministério Público de SP, a Associação da Comunidade do Moinho, que articulou a agenda, está diretamente ligada ao tráfico, com histórico de armazenamento de drogas e condenações por homicídio de seus dirigentes. A presidente da entidade, Alessandra Moja, é irmã de Léo do Moinho, chefe do tráfico local.
O próprio governo federal confirmou que o ministro Márcio Macêdo esteve pessoalmente no local dois dias antes da visita de Lula, para articular a agenda. Ainda assim, a Secretaria-Geral da Presidência e a Secom tentam minimizar o encontro, alegando que o foco era apenas “inclusão e moradia”. Mas para Caiado, essa retórica é uma afronta ao povo brasileiro.
Em suas palavras mais fortes, Caiado classificou Lula como uma farsa histórica, que nunca representou os pobres nem os trabalhadores: “Esse governo assalta aposentados, entrega cargos a lobbies e agora se vende ao conforto dos narcotraficantes”. Para o governador de Goiás, o Brasil vive hoje o auge da promiscuidade entre o poder e o crime — e o silêncio da grande mídia sobre o tema é igualmente criminoso.