
O governo dos Estados Unidos reforçou nesta segunda-feira (1º) sua estratégia de combate ao crime organizado transnacional.Em entrevista à CNN Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado, diplomata Amanda Roberson, afirmou que o presidente Donald Trump pretende usar todos os instrumentos disponíveis para enfrentar facções criminosas que atuam na região, incluindo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), recentemente classificados como organizações terroristas.Segundo Roberson, a medida faz parte de uma iniciativa mais ampla da administração Trump contra grupos considerados ameaças à segurança internacional.
“As designações do CV e do PCC são parte de uma ampla estratégia que Trump está trabalhando na região. Esses dois grupos fazem parte de 17 grupos criminosos designados como organizações terroristas estrangeiras. O presidente Trump está atuando para eliminar esses grupos”, declarou.
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A diplomata esclareceu que a classificação não autoriza ações militares. As principais consequências são de natureza financeira e restritiva:
- Bloqueio de bens nos EUA;
- Restrições de vistos para membros das facções;
- Proibição de qualquer tipo de transação com esses grupos por pessoas ou empresas americanas;
- Criminalização do apoio material consciente a essas organizações.
Questionada sobre possíveis impactos no Pix, Roberson afirmou que qualquer análise sobre efeitos financeiros ficará a cargo do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
“Uma das ferramentas que essas designações liberam para o governo dos EUA é bloquear qualquer tipo de transação com esses grupos criminosos. A implementação dessas designações é responsabilidade do Departamento do Tesouro. Serão eles que vão se encarregar de fazer análises e investigações. É impossível falar de qualquer caso específico, mas sabemos que o propósito é romper as redes financeiras ilícitas que esses grupos usam para financiar suas operações”, completou.
A medida entra em vigor a partir de 5 de junho e deve intensificar a pressão sobre as estruturas financeiras das duas maiores facções brasileiras.
