A defesa do general Augusto Heleno, condenado a mais de duas décadas de prisão, informou ao STF que o militar foi diagnosticado com Alzheimer apenas no início de 2025, e não em 2018, como constou de forma equivocada em um laudo do Exército. A correção foi enviada após Alexandre de Moraes exigir documentos adicionais antes de decidir sobre o pedido de prisão domiciliar. Mesmo com a idade avançada — 78 anos — e um quadro de doença neurodegenerativa progressiva, o ministro insiste em ampliar as exigências.

O advogado Matheus Milanez afirmou que nunca declarou que o general tinha Alzheimer desde 2018, esclarecendo que essa data apareceu somente no exame de corpo de delito feito no ato da prisão. Segundo a defesa, o erro seria resultado de um equívoco do perito ao questionar Heleno sobre seu estado de saúde — algo compreensível diante das limitações cognitivas próprias da doença, que impedem o general de precisar marcos temporais.

Apesar de toda a documentação enviada e da manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, pela concessão da domiciliar — posição rara em processos politizados —, Moraes determinou que a defesa apresente, em cinco dias, o primeiro exame que detectou sintomas compatíveis com demência já em 2018. Para os advogados, trata-se de uma cobrança desproporcional e fora do padrão, reforçando a percepção de que o ministro busca qualquer detalhe para retardar ou inviabilizar o benefício humanitário.

A insistência em manter um idoso de 78 anos, com Alzheimer, longe da família e sob regime extremamente rígido, expõe um cenário de endurecimento atípico do STF. Mesmo diante da fragilidade clínica e do aval da PGR, a situação se tornou ainda mais delicada para o general, que depende agora da interpretação de Moraes sobre os novos documentos enviados — numa disputa jurídica que avança com claros sinais de viés e seletividade.

By Jornal da Direita Online

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