O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu reduzir de cinco para apenas dois dias o prazo concedido à Polícia Federal para a realização dos depoimentos dos investigados no caso envolvendo o Banco Master.

A mudança chamou atenção porque foi justificada não por critérios investigativos, mas por limitações operacionais internas do STF, como a disponibilidade de salas e de servidores para acompanhar as oitivas. Segundo Toffoli, essas restrições tornariam inviável manter o calendário originalmente previsto.

Inicialmente, os depoimentos estavam programados para ocorrer entre os dias 23 e 28 de janeiro. Com a nova decisão, a Polícia Federal terá de apresentar um cronograma revisado, concentrando todas as oitivas em apenas dois dias consecutivos, o que impõe forte compressão ao trabalho investigativo.

A ordem para a coleta dos depoimentos havia sido expedida em 15 de dezembro, quando o próprio Toffoli fixou o prazo máximo de 30 dias para a realização das oitivas. Agora, apesar desse intervalo mais amplo, o ministro optou por restringir drasticamente o período efetivo de depoimentos.

No despacho, Toffoli afirmou que as oitivas são essenciais “para o sucesso das investigações” e também atuariam “como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam”, ainda que a decisão de encurtar o prazo levante questionamentos sobre a real eficácia desse modelo concentrado.

By Jornal da Direita Online

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