
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou os resultados de pesquisa da Quaest segundo a qual 60% dos entrevistados defendem que o governo classifique as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Em pronunciamento no Plenário do Senado, Girão afirmou que o número revela o forte apoio da população a medidas mais duras no combate ao crime organizado.
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O senador ressaltou que o PCC e o CV atuam em nível internacional, dominam territórios e operam em diversas frentes criminosas, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Por isso, ele defende que a classificação dessas duas facções como organizações terroristas — medida já adotada pelos Estados Unidos — ampliaria significativamente os instrumentos de combate a esses grupos.
“Nenhum país pode aceitar interferências indevidas em seus assuntos internos, mas soberania não se confunde com rendição ao império do crime. A verdadeira soberania se manifesta quando o Estado consegue proteger sua população, controlar seu território e fazer com que a lei prevaleça sobre o crime”, completou.
Girão lembrou ainda que apresentou uma emenda ao projeto de lei (PL 5.582/2025, transformado no Marco Legal do Combate ao Crime Organizado) para equiparar facções criminosas e milícias a organizações terroristas. No entanto, a proposta foi rejeitada durante a tramitação no Senado.
