
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou a investigação de supostas irregularidades na compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia de covid-19. Segundo o parlamentar, os equipamentos foram adquiridos em 2020, sem licitação, por quase R$ 50 milhões, mas nunca foram entregues.
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“Esse caso chamou muita atenção não só pelos valores envolvidos, mas principalmente porque a empresa contratada não tinha qualquer experiência no fornecimento de ventiladores pulmonares. Aliás, o próprio nome da empresa [Hempcare], como eu disse, já indicava qual era o ramo de atuação dela no mercado: vender produtos à base de maconha”, declarou.
Girão também citou decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o caso. De acordo com o senador, o tribunal determinou que a empresa devolva R$ 48,7 milhões, mas não responsabilizou os gestores públicos envolvidos na contratação. O parlamentar defendeu que as investigações continuem e afirmou que essa compra faz parte de um conjunto de casos que precisam ser devidamente apurados.
“O processo, com mais de mil páginas e incluindo colaborações premiadas, vem se arrastando há seis anos. É um empurra-empurra sem fim, porque sabem que, se avançar, os ladrões vão ser expostos. Essa história dos respiradores que sumiram no Consórcio Nordeste é apenas a ponta do iceberg (…) de uma série de fraudes com o dinheiro da pandemia”, afirmou.
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