
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, cobrou no início desta semana que o Ministério da Justiça e o Itamaraty agissem com urgência para efetivar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli da Itália.
No entanto, nesta sexta-feira (22), Moraes foi surpreendido com a decisão da Corte de Cassação italiana — última instância da Justiça do país — que rejeitou o pedido de extradição e determinou a imediata soltura de Zambelli.
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O ministro deve cobrar explicações formais do governo brasileiro sobre o episódio. Paralelamente, o Itamaraty ainda tenta entender os fundamentos da decisão italiana. Diplomatas afirmam que aguardam posicionamento dos advogados contratados pelo Brasil para o caso antes de traçarem uma estratégia.
A negativa da Itália reforça uma tendência preocupante: cada vez mais países demonstram resistência em acatar decisões do Judiciário brasileiro, especialmente quando envolvem o ministro Alexandre de Moraes. No exterior, a imagem que se consolida é a de um magistrado que atua mais como perseguidor político do que como julgador imparcial.
