
O jornalista Hugo Studart, com passagem reconhecida pelas principais redações do país e vencedor de diversos prêmios ao longo da carreira, decidiu interromper momentaneamente sua aposentadoria para fazer um esclarecimento considerado crucial sobre o sigilo da fonte, um direito histórico e constitucional da atividade jornalística.
Em manifestação pública, Studart reagiu com dureza à pressão recente para relativizar esse direito, classificando o movimento como uma tentativa de violar uma cláusula pétrea da Constituição sob o discurso de defesa do chamado “Estado Democrático de Direito”. Para ele, o que se vê é uma inversão perigosa de valores jurídicos e democráticos.
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O jornalista lembrou que o sigilo da fonte está expressamente garantido pelo Artigo 5º da Constituição Federal, sendo uma proteção fundamental à liberdade de imprensa. Segundo Studart, esse direito foi respeitado inclusive durante o regime militar, período em que, mesmo nos momentos mais duros, o Estado não avançou sobre essa garantia.
Na avaliação dele, causa espanto que, em plena democracia, setores passem a defender a flexibilização de um direito básico do jornalismo para proteger interesses financeiros privados bilionários. Studart afirmou que a ofensiva atual representa um ataque direto à essência da liberdade de informação.
Ao concluir, o jornalista deixou claro que a tentativa de constranger repórteres ou forçar a revelação de fontes não tem relação com democracia, mas com intimidação. Para ele, quando se aceita violar o sigilo da fonte, abre-se caminho para calar a imprensa e blindar o poder, algo incompatível com qualquer regime que se pretenda livre.
