O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt. A companhia tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.
A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado com o objetivo de investigar a venda de um resort da empresa a um fundo associado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A decisão da comissão previa acesso a informações financeiras para aprofundar a apuração.

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Ao suspender a quebra de sigilo, Gilmar Mendes interrompeu temporariamente os efeitos da deliberação parlamentar. Como é comum nesses casos, a análise envolve discussão sobre os limites constitucionais das CPIs e a necessidade de fundamentação adequada para medidas invasivas.
A decisão gerou reação política. O deputado Gustavo Gayer criticou publicamente a medida nas redes sociais, afirmando que a suspensão impediria avanço das investigações e fez comentários direcionados ao Supremo.
O episódio amplia o debate sobre a atuação das comissões parlamentares e o controle judicial de suas decisões. Eventuais desdobramentos dependerão de novas manifestações da Corte e da própria CPI.
