
Depois do Estadão, agora foi a vez da Folha de S.Paulo denunciar o Estado de Exceção instalado no Brasil: o Supremo Tribunal Federal transformado em máquina de censura e perseguição política.O jornal cita como exemplos o caso aberto contra o pastor Silas Malafaia e a denúncia contra o governador Romeu Zema, ambos no âmbito do famigerado “inquérito das Fake News”,
que já dura sete anos.Há sete anos alertamos: esse inquérito é um verdadeiro Ato Institucional criado com o objetivo claro de perseguir a direita — a força política mais incômoda ao establishment de Brasília. A mesma direita que denunciou a anomia moral exposta pela Lava Jato e, mais recentemente, pelo escândalo do Banco Master, que chega ao coração do Supremo.Nesses sete anos, milhares de brasileiros foram censurados, perseguidos, tiveram contas bloqueadas e muitos foram presos. Uma onda autoritária sem precedentes desde a redemocratização.A justificativa de sempre?
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“Proteger a democracia”. Mas como se defende a democracia com atos ditatoriais?É preciso lembrar que a própria imprensa — incluindo a Folha — teve papel central na construção desse estado de exceção. Por anos, ela justificou arbitrariedades, apoiou a soltura e a volta de Lula ao poder e celebrou o enterro da Lava Jato.Reconhecer o erro com sete anos de atraso é um começo. Mas não basta. Chegou a hora de a imprensa brasileira pedir desculpas públicas à sociedade e exigir medidas concretas:
- Anulação imediata de todos os processos derivados desse inquérito espúrio;
- Libertação dos presos políticos;
- Restituição das contas censuradas;
- Reabilitação dos perseguidos.
Quando, afinal, a Constituição voltará a vigorar plenamente no Brasil?
