
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça que determinou a prisão do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, trouxe à tona trechos de uma denúncia que havia sido divulgada anteriormente pelo vereador Rony Gabriel, de Erechim (RS). O caso ganhou repercussão após o magistrado mencionar elementos apresentados no processo envolvendo as investigações conduzidas pelas autoridades.
Segundo o documento citado na decisão, há indícios da existência de uma estrutura organizada voltada à influência da opinião pública por meio de estratégias digitais. Parte das informações aponta que determinadas ações nas redes sociais teriam sido coordenadas para impulsionar narrativas específicas relacionadas aos interesses do empresário investigado.
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No material apresentado ao STF, também aparece o nome de Felipe Mourão, que teria atuado como intermediário entre os interesses de Vorcaro e influenciadores digitais. De acordo com os registros mencionados na decisão, essa articulação faria parte de um padrão já analisado anteriormente em investigações vinculadas ao Inquérito 5035, que apura possíveis tentativas de manipulação de debate público por meio de campanhas digitais coordenadas.
Semanas antes da decisão judicial, o vereador Rony Gabriel havia afirmado publicamente que recebeu uma proposta financeira para atuar na defesa do Banco Master em debates envolvendo o Banco Central do Brasil. Segundo ele, a proposta envolveria valores elevados e a assinatura de um contrato de confidencialidade que, de acordo com o relato divulgado, chegaria a aproximadamente R$ 800 mil.
Em publicações nas redes sociais, o vereador declarou que recusou a proposta e afirmou que decidiu tornar o episódio público. O caso passou a ser citado no contexto das investigações que analisam possíveis tentativas de influência em narrativas nas redes sociais relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master.
