
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná determinou que a deputada federal Gleisi Hoffmann remova, no prazo de 24 horas, uma publicação em suas redes sociais na qual afirmava que o ex-procurador Deltan Dallagnol estaria inelegível até 2031. A decisão também proíbe novas manifestações com o mesmo conteúdo, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, elevando a temperatura do embate político no Paraná.
A determinação partiu da desembargadora federal Gisele Lemke, que entendeu que a situação jurídica de Dallagnol não pode ser tratada como definitiva sem análise específica no momento adequado. Em outras palavras, o tribunal considerou que antecipar essa conclusão pode levar a interpretações equivocadas por parte do eleitorado.
- Justiça proíbe “jogo sujo” de Gleisi contra Deltan
- Estranhamente, contra a PF e a PGR, Zanin manda soltar lobista, pivô do escândalo de venda de sentenças no STJ
- Mendonça vence nova queda de braço na 2ª turma e consegue unanimidade
- Pela primeira vez, PF vai investigar Moraes
- Gilmar diz que STF pode intervir em impeachment de ministros
A controvérsia teve origem em uma publicação feita por Gleisi Hoffmann na semana anterior, na qual ela divulgou uma certidão do Tribunal Superior Eleitoral. O documento mencionava discussões ocorridas em 2023, quando a Corte decidiu pela cassação do registro de candidatura de Deltan Dallagnol, resultando também na perda de seu mandato como deputado federal.
A defesa da parlamentar sustenta que a certidão comprovaria a inelegibilidade do ex-procurador até 2031. No entanto, o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná foi diferente. Segundo a decisão, o indeferimento de um registro em eleição passada não implica automaticamente inelegibilidade em pleitos futuros, sendo necessária uma nova análise quando houver eventual pedido de candidatura.
De acordo com a magistrada Gisele Lemke, tratar a questão como já encerrada pode induzir o público ao erro, especialmente em um cenário pré-eleitoral. O tribunal destacou que esse tipo de comunicação pode se aproximar de conteúdo com potencial desinformativo, o que exige cautela redobrada por parte de agentes políticos.
O episódio acontece em meio a uma disputa direta, já que Gleisi Hoffmann e Deltan Dallagnol são apontados como pré-candidatos ao Senado pelo Paraná. A decisão, portanto, não apenas tem impacto jurídico, mas também adiciona um novo capítulo ao embate político que promete ganhar ainda mais força nos próximos meses.
