
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou nesta sexta-feira (28), pelas redes sociais, que Vitória Genuino será a nova responsável pela Secretaria Nacional de Juventude. A escolha reforça a estratégia do governo de ampliar espaços para lideranças alinhadas ao MTST e aos movimentos de base ligados à esquerda, aprofundando a influência ideológica dentro da estrutura federal. Boulos celebrou a nomeação com entusiasmo, destacando a “confiança” do presidente Lula na indicação.
Segundo o ministro, Vitória assume o cargo com a promessa de desenvolver ações voltadas à juventude, embora sua trajetória seja marcada principalmente por sua militância no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) de Pernambuco — organização conhecida por atos de ocupação e confrontos políticos. A decisão levanta questionamentos sobre a crescente presença de representantes de movimentos radicais dentro de espaços estratégicos do governo federal, especialmente em áreas sensíveis como políticas públicas para jovens.
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A nomeação também evidencia o peso político de Boulos dentro da gestão, consolidando sua capacidade de indicar nomes alinhados à sua agenda. O ministro afirmou estar “convencido” de que Vitória fará um trabalho comprometido, mas, para críticos, a medida reforça a dependência do governo Lula de grupos militantes e aprofunda a ausência de nomes técnicos em áreas que exigiriam qualificação e equilíbrio. O movimento reacende o debate sobre a instrumentalização de órgãos públicos por bandeiras ideológicas.
Vitória Genuino, cuja atuação se deu sobretudo em movimentos sociais, chega ao cargo em um momento em que a juventude enfrenta desafios graves, como desemprego elevado, aumento da criminalidade e evasão escolar. A escolha gera dúvidas sobre prioridades reais da pasta e se haverá foco em políticas efetivas ou em pautas militantes. O anúncio recebeu críticas nas redes, onde muitos apontaram que o governo repete a velha fórmula de premiar apoios políticos com cargos estratégicos.

