
Em 2020, antes mesmo de ser nomeado por Lula para comandar o IBGE, o economista petista Marcio Pochmann usava as redes sociais para atacar o Pix, hoje um dos instrumentos mais populares e eficientes do sistema financeiro brasileiro.
Na época, Pochmann classificou o sistema de pagamentos instantâneos como “mais um passo na via neocolonial” e sugeriu que ele faria parte de um suposto projeto de “protetorado financeiro” ligado aos Estados Unidos — seguindo a cartilha ideológica da esquerda contra o Banco Central independente.
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As críticas foram feitas bem antes de o governo Lula tentar se apropriar politicamente do sucesso do Pix, reivindicando sua paternidade e utilizando o tema em discursos oficiais, embora o sistema tenha sido criado e implementado em gestões anteriores.
A indicação de Pochmann para o IBGE gerou controvérsia justamente por esse histórico de posições radicais contra o Pix, defesa de aumento pesado de impostos e propostas heterodoxas de política econômica, o que levantou temores de aparelhamento político de um órgão técnico.
O contraste entre os ataques de 2020 e o discurso atual do governo reforça a percepção de incoerência na narrativa petista sobre o Pix, especialmente entre eleitores que acompanham com atenção temas econômicos e de política monetária.
