
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, recusou um convite para se encontrar com o jornalista Paulo Figueiredo no início de julho, durante período de férias em Miami, nos Estados Unidos. A tentativa de encontro foi confirmada tanto por Figueiredo quanto pela assessoria do STF ao colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles.
Segundo o jornalista, a sugestão teria partido de um amigo em comum, após ele saber que o ministro estava na cidade. Figueiredo disse ter aceitado a ideia, mas Barroso decidiu não participar da conversa.
O jornalista relatou que soube da presença do presidente do STF em Miami por informações repassadas pelo governo americano. Ele afirmou que, na época, havia discussões sobre o visto de Barroso, mas que as autoridades optaram por permitir a entrada do magistrado para evitar um conflito diplomático antes do anúncio de tarifas contra o Brasil.
– Eu comentei com um amigo em comum que sabia que [Barroso] estava aqui, e ele sugeriu o encontro. Eu apoiei a ideia e disse que, provavelmente, seria a última oportunidade de conversarmos aqui nos EUA, porque sabia que ele fatalmente perderia o visto – disse Figueiredo.
Barroso chegou a Miami no dia 4 de julho, vindo de Portugal, onde havia participado do Fórum de Lisboa, evento jurídico que é conhecido como “Gilmarpalooza” por ser organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição fundada pelo ministro Gilmar Mendes.
Figueiredo disse não ter se oposto ao encontro e lamentou que a reunião não tenha acontecido. A assessoria do Supremo não explicou o motivo de o ministro não ter aceitado a conversa – Tenho alguns amigos em comum com o ministro Barroso. Todos dizem que ele é uma pessoa muito agradável – disse Figueiredo.
O jornalista ainda destacou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não soube da tentativa de encontro, já que a conversa com Barroso não chegou a ser concretizada.
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