
Esse é mais um capítulo escabroso do Estado de Exceção que o Brasil vive atualmente.Eduardo Tagliaferro era, na prática, o chefe da censura na Justiça Eleitoral. Ele próprio confessou que o órgão criado para combater a “desinformação” foi usado sistematicamente para censurar e perseguir a direita.
Em vez de sua denúncia resultar numa investigação séria sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes e do próprio Poder Judiciário, Tagliaferro virou alvo: sofre pedido de prisão e extradição, após se mudar para a Itália.O caso ganha contornos ainda mais graves porque Moraes atua como juiz em causa própria. Foi ele quem presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, exatamente no período em que Tagliaferro comandava o setor de “combate à desinformação”.
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O que já era grave tornou-se kafkiano: Moraes atropelou procedimentos legais para acelerar o processo contra Tagliaferro, determinando que a Defensoria Pública apresentasse defesa mesmo sem que o acusado tivesse sido devidamente citado.A própria Defensoria Pública da União (DPU) tem se recusado a atuar, negando-se a dar um verniz de legalidade a um processo repleto de nulidades. Não se pode ignorar ainda o papel vergonhoso do Procurador-Geral da República, que tem referendado essa perseguição.
Até quando vamos aceitar isso?
