
Um grupo de parlamentares apresentou um recurso à Mesa Diretora do Senado questionando o desfecho da CPI do Crime Organizado. A iniciativa partiu dos senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Avante-ES), que apontam possíveis irregularidades no processo final de votação do relatório.
Segundo os autores do pedido, alterações realizadas na formação da comissão pouco antes da deliberação final teriam comprometido a lisura do resultado. Na avaliação deles, a substituição de senadores que acompanharam toda a fase investigativa por outros que não participaram diretamente da instrução prejudicou a consistência da decisão tomada.
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Elaborado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o relatoria pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes — além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O novo documento protocolado sustenta que houve prejuízo à legitimidade do processo, uma vez que a troca de integrantes teria impactado diretamente o equilíbrio político dentro do colegiado. De acordo com os parlamentares, essa movimentação alterou a correlação de forças no momento decisivo da votação.
Além disso, os senadores argumentam que a medida pode ter violado o princípio da proporcionalidade partidária, regra que orienta a composição das comissões no Congresso Nacional. Também apontam possível uso inadequado de instrumentos regimentais para alcançar objetivos políticos.
O recurso foi direcionado ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem caberá avaliar a admissibilidade da solicitação. Os parlamentares pedem a anulação da votação final e a recomposição da comissão, com o objetivo de garantir uma nova análise que respeite, segundo eles, as normas regimentais vigentes.
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