
A fase mais intensa do processo de perseguição política no Brasil parece ter sido concluída com a prisão das principais lideranças identificadas com a direita. Agora, de forma tardia e oportunista, a militância de redação do regime Lula passou a discutir a ideia de impor “limites ao Supremo”, como se apenas agora tivesse percebido os excessos cometidos. O discurso, no entanto, soa como admissão indireta de que houve violações graves, ainda que tentem preservar a narrativa de “defesa da democracia”.
Ao reconhecer abusos, essa militância admite que o país atravessou — e ainda atravessa — uma fase de destruição do Estado de Direito, marcada por decisões arbitrárias e ações sem respaldo legal. O paradoxo é gritante: tentam vender a ideia de que para defender a democracia seria aceitável rasgar leis, relativizar garantias básicas e silenciar opositores. A história mostra que todas as ditaduras começaram justamente assim, sob o argumento de proteger o povo de um suposto inimigo.
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Não existe democracia possível quando direitos fundamentais são violados de forma contínua e institucionalizada. O que o Brasil testemunhou foi a implantação de um modelo de poder que concentra decisões em poucas mãos, anula contrapesos e trata divergências políticas como ameaças ao sistema. Essa lógica, disfarçada de proteção democrática, é típica de regimes que usam a legalidade como fachada para consolidar controle absoluto.
A militância de redação — que durante anos legitimou abusos, perseguições, censuras e narrativas oficiais — teve papel decisivo para consolidar o atual regime de exceção. Ao apoiar cada prisão seletiva, cada censura e cada violação de garantias, foi cúmplice ativa de um processo que fragilizou instituições, destruiu reputações e perseguiu adversários ideológicos. Agora, ao falar em “limites”, tenta se afastar do próprio monstro que ajudou a alimentar.
Mas a história não absolve quem colaborou com injustiças. A imprensa militante não sairá ilesa desse período. A sociedade já percebeu o papel que desempenharam, e a responsabilização moral — e possivelmente jurídica — tende a surgir no momento em que o país recuperar o pleno funcionamento das suas liberdades. O tempo sempre cobra a verdade, e os responsáveis por legitimar arbitrariedades não conseguirão esconder seu envolvimento.

