
Uma grave suspeita abalou os bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de diálogos internos atribuídos a uma reunião sigilosa que decidiu pela saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo o Banco Master. A revelação provocou desconforto entre os magistrados, que passaram a considerar a possibilidade de que o encontro tenha sido gravado clandestinamente. O conteúdo divulgado trouxe falas detalhadas, atribuídas a diversos ministros, o que elevou ainda mais o nível de preocupação dentro da Corte.
Entre as declarações atribuídas aos ministros, o ministro Gilmar Mendes teria afirmado que decisões anteriores de Toffoli no caso poderiam ter gerado reação da Polícia Federal, sugerindo que o relatório apresentado teria surgido nesse contexto. Já a ministra Cármen Lúcia teria demonstrado preocupação com a imagem do tribunal, mencionando a percepção negativa da população sobre o STF e destacando a necessidade de preservar a institucionalidade, mesmo mantendo confiança pessoal no colega.
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O ministro Luiz Fux teria manifestado apoio direto a Toffoli, afirmando que confia em sua palavra e não via necessidade de aprofundar a discussão. O ministro Nunes Marques, por sua vez, teria classificado o relatório como insuficiente do ponto de vista jurídico e criticado a possibilidade de que investigações pudessem interferir na atuação independente do Judiciário. Ele também teria defendido que o próprio relator apresentasse sua posição formal antes de qualquer decisão colegiada.
Outros ministros também teriam se manifestado durante a reunião. André Mendonça teria questionado a existência de vínculo relevante entre Toffoli e os fatos investigados, enquanto Cristiano Zanin teria demonstrado estranheza com o volume de informações reunidas pela Polícia Federal. Já o ministro Flávio Dino teria feito críticas contundentes ao relatório, classificando o material como juridicamente inconsistente e destacando que a situação envolvia dimensões políticas e institucionais sensíveis.
Apesar das manifestações de apoio registradas durante a reunião, o entendimento final foi pelo afastamento de Toffoli da relatoria do caso. A suspeita de que o encontro reservado possa ter sido registrado sem conhecimento dos participantes agravou o clima interno, elevando o nível de tensão e gerando preocupações sobre a confiança entre os integrantes da Corte. O episódio marca um dos momentos mais delicados recentes no ambiente institucional do Supremo.
