
A pesquisa Nexus divulgada nesta segunda-feira (25) jogou um balde de água fria na narrativa que a mídia progressista vinha construindo há semanas.Mesmo após o escândalo do filme Dark Horse, as revelações envolvendo Daniel Vorcaro, a pressão judicial coordenada e a cobertura negativa intensa, o quadro de segundo turno mostra Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 43% — empate técnico dentro da margem de erro.
O PT montou uma operação de desgaste sofisticada: vazamentos calibrados, cobertura maciça da imprensa alinhada, pressão judicial sincronizada e a narrativa de “candidato inviabilizado”. Foram semanas de esforço, energia política e recursos consideráveis investidos para derrubar Flávio antes do primeiro turno.Resultado? A montanha pariu um rato. Apenas quatro pontos de diferença num empate estatístico.
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O dado mais revelador, porém, não é a pequena vantagem de Lula — é o teto dele. Mesmo com toda a máquina do Estado à disposição, 24 horas diárias de exposição na TV e o principal adversário sob fogo cerrado, o petista não consegue ultrapassar os 47%. É o mesmo teto que o aprisiona há meses, fruto de uma rejeição estrutural consolidada acima de 50%.Aproximadamente metade do eleitorado simplesmente não vota em Lula, independentemente do que aconteça com o adversário. Esse eleitor não migra para o PT quando Flávio é atacado.
Ele resiste, busca outra opção ou fica em casa.Enquanto isso, Flávio chega a Washington nesta segunda-feira para reunião na Casa Branca, com Daniel Vorcaro sinalizando uma delação mais robusta que pode mudar o rumo do caso Banco Master, e três reveses consecutivos para Alexandre de Moraes nas últimas 48 horas.O momento que o PT tentou inverter com o caso Dark Horse está se deslocando novamente.Faltam quatro meses e meio para outubro. O PT jogou sua melhor cartada — e o adversário continua de pé, empatado tecnicamente e sendo recebido na Casa Branca.
