
Nesta quinta-feira (23), o Partido Novo respondeu nas redes sociais a uma declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o sotaque do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A legenda rebateu a fala do magistrado e afirmou que o modo de falar do político é o mesmo de “milhões de brasileiros”.
– Não, Gilmar Mendes, o “dialeto” de Romeu Zema não é do Timor-Leste: é de Araxá, no Triângulo Mineiro. É o mesmo de milhões de brasileiros que pagam seu salário. Tá vendo o que acontece quando servidores públicos são tratados como divindades? Eles começam a acreditar – escreveu o Partido Novo.
A publicação foi feita após uma entrevista concedida por Gilmar Mendes ao programa JR Entrevista, da Record TV, na quarta-feira (22). Durante a conversa, o ministro ironizou o sotaque de Zema e disse ter dificuldade para entender o que o político fala.
- Andrei Rodrigues atinge servidor americano e pode sofrer graves consequências dos EUA
- Moraes manda prender condenado pelo 8/1 com câncer, que pede “socorro”
- Zema aumenta ainda mais o tom e volta a atacar Gilmar
- EXCLUSIVO: Relator da CPMI do INSS faz revelações inéditas e desvenda operação abafa que tentou salvar Lulinha (veja o vídeo)
- Gilmar tenta humilhar Zema, mas a resposta é imediata e desmoralizante (veja o vídeo)
– O ex-governador Zema está aí dedicado a fazer campanha. Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes a gente não o entende, não é? Eu tava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor Leste, um tétum, ou coisa assim – declarou.
Gilmar respondia a uma pergunta sobre críticas feitas por Zema a ministros do STF. O magistrado citou ataques dirigidos aos integrantes da Corte e mencionou o pedido para que o ex-governador fosse incluído no inquérito das fake news.
– De qualquer forma, naquilo que for inteligível, é importante que a procuradoria, a Polícia Federal, e o próprio ministro Alexandre [de Moraes] aprecie.
Após a repercussão do vídeo, Zema, que é pré-candidato à Presidência da República, reagiu à fala do ministro e afirmou que a diferença está no modo de falar dos brasileiros comuns.
– O linguajar de brasileiros simples, como eu, é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília – declarou Zema.
E continuou:
– O problema não é você não entender as minhas palavras. Eu até não me importo, o problema é os brasileiros não entender seus atos, é você recorrer ao autoritarismo para censurar aqueles que criticam o comportamento de ministros do Supremo. É você e os seus colegas terem perdido a noção do que separa o público do privado, o certo do errado, o bem do mal. É isso o que os brasileiros simples como eu não conseguem entender. É isso o que nós não vamos mais aceitar

Pleno News
