
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta quarta-feira (6) a manutenção da prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ). Na decisão, Moraes deixou claro que a prisão não depende de autorização ou deliberação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), limitando qualquer interferência do Legislativo estadual.
A decisão ocorre no âmbito da quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura supostas irregularidades na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio. Thiago Rangel foi preso na terça-feira (5), durante a operação.Na ação, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão, nas cidades do Rio e do interior do estado. Todas as ordens foram expedidas pelo próprio STF.
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De acordo com as investigações, há indícios de que o deputado teria oferecido cargos na área da educação a pessoas indicadas por “Junior do Beco”, apontado como traficante com histórico de homicídios.Moraes também citou em sua decisão trocas de mensagens entre Thiago Rangel e Fábio Pourbaix de Azevedo, apontado como um de seus aliados mais próximos.A determinação do ministro reforça a manutenção da prisão cautelar enquanto as investigações prosseguem.
O caso remete a um episódio anterior: em dezembro de 2024, a Alerj havia revertido a prisão do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL), também investigado na Operação Unha e Carne.
