
O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) passou a enfrentar oito representações formais no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná, todas protocoladas entre os dias 19 e 24 de novembro de 2025. Os documentos apontam possíveis violações ao artigo 5º do Código de Ética, que trata de condutas incompatíveis com o exercício parlamentar. A quantidade de denúncias elevou a pressão sobre o petista e abriu caminho para punições mais severas dentro da Casa.
As acusações serão analisadas em processo unificado, conforme decisão do presidente do Conselho, Delegado Jacovós (PL). O procedimento pode resultar desde arquivamento até suspensão ou cassação do mandato, dependendo da conclusão do relator. Entre as infrações previstas estão tumultos em debates, agressões físicas e uso irregular do cargo para pressionar terceiros, comportamentos que reforçam a imagem de reincidência atribuída ao deputado.
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Um dos episódios que motivou as representações ocorreu em 19 de novembro, quando Freitas se envolveu em uma agressão física com um manobrista. Durante a briga, o parlamentar sofreu fratura no nariz e afirmou que o confronto teria motivação ideológica. A versão, no entanto, foi contestada por Wesley Silva, que relatou não saber quem era Freitas no momento do incidente, desmontando a narrativa política construída pelo petista.
As queixas foram apresentadas por parlamentares e figuras públicas de Curitiba, incluindo os vereadores Bruno Secco (PMB), Eder Borges (PL), Guilherme Kilter (Novo) e Tathiana Guzella (União). Também assinaram os deputados Fábio de Oliveira (Podemos), Ricardo Arruda (PL) e Tito Barichello (PL), além de Willian Pedroso da Rocha, do Movimento Brasil Livre. O conjunto de representações demonstra que a preocupação com o comportamento do deputado ultrapassou diferenças partidárias.
O processo disciplinar seguirá um rito específico, com designação de relator e prazo de dez dias para apresentação da defesa de Freitas. Em seguida, o relator terá três dias para emitir parecer, podendo recomendar medidas que vão da advertência à cassação. O procedimento completo pode se estender por até 90 dias úteis, envolvendo coleta de depoimentos e eventuais perícias técnicas. O caso tende a dominar os debates internos da Alep e reforçar questionamentos sobre a conduta do parlamentar.
