
**Aqui está a versão reescrita, mais fluida, organizada e com tom jornalístico/opinativo:
A decisão da Corte de Cassação da Itália, que rejeitou a extradição de Carla Zambelli, expôs de forma constrangedora uma das maiores fragilidades do Supremo Tribunal Federal: a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes.
Os juízes italianos foram claros: não é possível que a mesma pessoa seja, ao mesmo tempo, vítima e julgador no processo. Um princípio elementar do direito que precisou ser lembrado por uma corte estrangeira.
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A nota divulgada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, em defesa da “instituição”, conseguiu ser ainda mais problemática que a própria condenação italiana. Em vez de enfrentar o cerne da questão — a suspeição de Moraes —, Fachin limitou-se a argumentar que a decisão monocrática do ministro foi referendada pela Primeira Turma.
Essa nota revela três problemas graves:
- Ignora a contaminação: Se o relator era parcial, todo o processo está viciado. A nota não aborda esse ponto central.
- Falsa simetria: Ao lembrar que o STF sempre colaborou com a Itália em extradições, Fachin sugere uma equivalência que não existe. Como se a Justiça italiana tivesse feito vista grossa para um juiz parcial no Brasil. A comparação só piora a imagem.
- Cobertura de turma: Usar o aval da Primeira Turma como “detergente” para limpar uma decisão contaminada por parcialidade é um argumento frágil. Após episódios como a reunião vazada em que Toffoli foi “absolvido” pelos pares, fica evidente que a prioridade da Corte tem sido proteger seus membros, e não a lisura dos processos.
A nota de Fachin, que vinha sendo vendido pela imprensa como um esforço de “colocar ordem na casa”, expõe justamente o contrário: o buraco é muito mais embaixo. A decisão italiana e a resposta institucional brasileira mostram que o problema não é pontual — é sistêmico.
O respeito internacional ao Judiciário brasileiro sofre mais um abalo. E a nota de Fachin, longe de defender a Corte, apenas reforça a percepção de que o sistema prefere se autoproteger a se autocorrigir.
