
Criador do movimento Vem Pra Rua — um dos eixos das grandes manifestações na Avenida Paulista em 2014 que desembocaram no impeachment de Dilma Rousseff — e deputado estadual eleito com mais de 220 mil votos, Tomé Abduch percorre o interior rico de São Paulo. Desta vez, busca uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília, pelo Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas.
Em entrevista à rádio Jovem Pan-Marília, adiantou que, pelo tracking (o acompanhamento diário que grandes partidos fazem das intenções de voto), o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, já estaria 7 pontos à frente de Lula. Se se observar a perda de fôlego dos nomes do PSD, Missão e Novo nesta reta final, o dado parece crível.
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Até o sprint de Augusto Cury (Avante), tratado pela grande imprensa como título de Copa do Mundo — o escritor chegou a 11 pontos —, perdeu força, e Cury voltou a um dígito, com 6% das intenções de voto.
Abduch não caiu de paraquedas. O convite para entrar na política partiu do próprio “Posto Ipiranga”, Paulo Guedes. Tomé foi convidado para as posses de Donald Trump e do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Antes da Assembleia Legislativa, foi comentarista da Jovem Pan, da TV Gazeta e da CNN. Analistas veem sua candidatura como a mais votada do Republicanos em São Paulo.
No Palácio da Anhangabaú, o nome dele já circula para 2028.
Sobre a frase cabotina de Lula em Florianópolis — de que o agronegócio deveria “não só votar, mas se ajoelhar” diante dele pelo volume recorde de recursos e crédito “concedidos” pelo governo —, Tomé Abduch respondeu:
“Os produtores rurais, não apenas de Santa Catarina, mas de todo o Brasil; já se ajoelham todos os dias para plantar e colher nossos alimentos e as commodities que sustentam a economia brasileira. E aos domingos, ao contrário do nosso presidente, eles se ajoelham nas igrejas e nos templos diante de Deus.”
É… O futuro ex-presidente poderia ter dormido sem essa.
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