
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta quinta-feira (27), uma operação de grande escala contra o Grupo Refit, acusado de integrar um extenso esquema de sonegação fiscal no setor de combustíveis. A ação mobilizou forças estaduais e federais, resultando no cumprimento de 190 mandados de busca e apreensão ligados ao empresário Ricardo Magro, figura conhecida no segmento de refino e distribuição. A ofensiva expôs números alarmantes e reacendeu o debate sobre devedores contumazes no país.
Durante coletiva na sede do MPSP, o governador Tarcísio de Freitas classificou a operação como “histórica”, destacando que o grupo investigado seria o maior devedor contumaz do Brasil. A ação, batizada como Operação Poço de Lobato, foi conduzida em conjunto pelo MPSP, Receita Federal, além das polícias Civil e Militar de São Paulo. Para Tarcísio, a ofensiva representa um avanço no enfrentamento a empresas que driblam a legislação e prejudicam o contribuinte.
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Segundo dados apresentados, as dívidas tributárias do Grupo Refit ultrapassam R$ 26 bilhões em todo o país. Apenas em São Paulo, os débitos de ICMS chegam a R$ 9,6 bilhões, valor equivalente a investimentos essenciais do Estado. Tarcísio comparou os montantes supostamente sonegados a políticas públicas: “Fraudam R$ 350 milhões por mês. É como negar saúde ao cidadão. Isso seria suficiente para duplicar cirurgias e ampliar hospitais”, afirmou o governador, reforçando a gravidade do esquema.
As autoridades revelaram que o grupo utilizou mecanismos sofisticados para ocultar movimentações financeiras, repetindo práticas identificadas na Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025. Entre os artifícios, estavam as chamadas “contas-bolsão”, que dificultam o rastreamento de recursos. A principal financeira do esquema operava 47 contas bancárias, todas vinculadas às empresas do conglomerado, criando uma rede que mascarava a origem e o destino dos valores.
Outro ponto destacado pelas investigações é que, após o cerco às distribuidoras identificadas na operação anterior, o grupo alterou completamente sua estrutura financeira. Desde 2018, o modelo era operado por agentes que movimentavam cerca de R$ 500 milhões. Após 2024, porém, a estrutura foi ampliada, saltando para R$ 72 bilhões em transações, demonstrando profissionalização e rápida adaptação para driblar a fiscalização. Para Tarcísio, o Estado precisa enfrentar esse tipo de fraude com rigor contínuo.
