
O ex-assessor de Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, voltou a acionar alarmes sobre a condução de seu processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (25), ele divulgou em suas redes sociais que o STF publicou a certidão de trânsito em julgado de sua ação antes mesmo da apresentação de sua defesa — e, evidentemente, antes de qualquer julgamento formal. A situação gerou forte repercussão e levantou dúvidas sobre a imparcialidade do procedimento.
Segundo Tagliaferro, a certidão teria sido inserida no sistema eletrônico do STF de forma antecipada, sugerindo que o resultado do processo já estaria definido previamente. Para ele, trata-se de um “jogo de cartas marcadas”, reforçando a tese de que a Corte atua com parcialidade quando o caso envolve pessoas que fizeram denúncias sensíveis contra membros do tribunal, especialmente contra Moraes.
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De acordo com o relato, logo após a publicação, o documento foi rapidamente removido, como se tivesse sido colocado ali por engano. No entanto, o episódio deixou evidente a suspeita de que o trâmite estaria manipulado. Tagliaferro afirmou em sua declaração:
“STF publica por engano a certidão do trânsito em julgado em meu processo, mesmo antes de iniciar a defesa; removeram logo em seguida. Isso mostra a manipulação e a parcialidade, uma Corte que já tem a sentença condenatória pronta.”
A denúncia ganhou força justamente porque Tagliaferro é o autor de acusações graves contra Moraes, envolvendo supostas ingerências e irregularidades dentro do gabinete do ministro. Agora, o episódio da certidão reforça a percepção de que o caso estaria sendo conduzido com objetivo político, e não jurídico. A situação reacende o debate sobre transparência e legalidade dentro da Suprema Corte.
Nos bastidores, aliados do ex-assessor apontam que o caso confirma um padrão já criticado por parlamentares, juristas independentes e opositores: decisões feitas sem respeito ao devido processo legal, com etapas ignoradas ou atropeladas. A publicação prematura de um trânsito em julgado — etapa final e incontestável de um processo — antes mesmo da defesa, é vista como um fato extremamente grave no mundo jurídico.
Enquanto isso, a oposição no Congresso avalia transformar o episódio em tema de discurso e novas investidas contra o STF, principalmente diante do clima de desconfiança institucional que se agravou nos últimos meses. Para muitos, o caso Tagliaferro é apenas mais um sintoma de um sistema que parece operar acima da lei que deveria defender.

