
A colunista Malu Gaspar afirmou que a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo o Banco Master marca uma mudança importante no andamento das investigações conduzidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o artigo, o afastamento ocorreu após o diretor-geral da Polícia Federal (PF) entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório com informações que citam conexões entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.
De acordo com o texto, o material analisado inclui mensagens encontradas no celular de Vorcaro, nas quais o nome de Toffoli aparece em diferentes conversas. A colunista afirma que essas comunicações mencionam temas relacionados ao banco e também tratam de assuntos envolvendo pessoas próximas ao ministro. Após a saída de Toffoli da relatoria, o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que passa a conduzir a análise dos elementos reunidos até o momento.
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O artigo também menciona a existência de um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com previsão de pagamentos ao longo de três anos. Segundo a colunista, o contrato previa atuação em diferentes órgãos públicos. Até o momento, não há decisão judicial que tenha concluído irregularidades relacionadas a esse contrato, e o conteúdo segue sendo objeto de apuração e análise pelas autoridades competentes.
A redistribuição do caso ao ministro André Mendonça abre uma nova fase no acompanhamento das investigações, com possibilidade de análise detalhada do material já reunido pela Polícia Federal. A condução do processo poderá incluir avaliação das mensagens, contratos e demais documentos coletados durante a operação. O STF e a Procuradoria-Geral da República deverão decidir, com base nos elementos disponíveis, quais medidas poderão ser adotadas no âmbito judicial.
O caso continua em fase de análise institucional, e eventuais conclusões dependerão do andamento das investigações e das manifestações formais das autoridades envolvidas. Até o momento, não houve decisão definitiva sobre responsabilidades ou irregularidades, e os procedimentos seguem sob supervisão das instâncias competentes.
