
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deverá permanecer em prisão domiciliar por mais tempo. Um novo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta piora em seu quadro de saúde, e a expectativa entre ministros é de que o relator, Alexandre de Moraes, prorrogue a medida humanitária.
O documento, enviado nesta semana pela equipe médica que acompanha Bolsonaro, informa que os episódios recorrentes de soluço se intensificaram nos últimos dias. Segundo os médicos, foi necessário o uso de doses elevadas de medicamentos, chegando ao “limite terapêutico de segurança”.
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Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, quando o STF autorizou a substituição do regime fechado por razões humanitárias. A medida inicial foi concedida por 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica.
Na época, ele estava internado para tratar uma broncopneumonia. Em maio, foi submetido a uma cirurgia no ombro direito, dando continuidade ao tratamento de complicações acumuladas.
Além do agravamento dos soluços, o relatório indica que Bolsonaro continuará sendo submetido a exames especializados, incluindo uma endoscopia digestiva para avaliar o esfíncter esofágico inferior e verificar possível esofagite crônica.
O documento também registra sintomas como fadiga, cansaço em esforços moderados e instabilidade no equilíbrio corporal, o que, na avaliação médica, justifica a manutenção dos cuidados.
O prazo inicial de 90 dias termina em 25 de junho. Diante do novo boletim clínico, a tendência é que a prisão domiciliar seja prorrogada.
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