
O ministro Benedito Gonçalves, também chamado de “missão dada, missão cumprida”, voltou ao centro de uma polêmica.
Em março, apresentou ao Superior Tribunal de Justiça declaração de impedimento para julgar qualquer processo ligado ao Banco Master.
Agora, porém, no cargo de Corregedor Nacional de Justiça, tomou nos últimos dias duas decisões relacionadas ao caso Master — em especial a precatórios.
- Em 23 de setembro, concedeu liminar determinando o cancelamento imediato de 16 precatórios de usinas de açúcar e etanol que haviam negociado esses créditos com o Master. Barrou a liberação dos valores e ordenou que o montante bilionário voltasse à Conta Única do Tesouro Nacional em cinco dias.
- No dia seguinte, 24, determinou inspeção extraordinária no gabinete do desembargador Newton Ramos, do TRF-1. A medida apura a tramitação dos processos do setor sucroalcooleiro, depois que a investigação apontou que a mulher e o filho do desembargador assinaram contratos milionários de honorários com o Banco Master ligados a essas mesmas causas de precatórios.
Cabe lembrar que o ministro palestrou em evento jurídico em Londres, em abril de 2024, patrocinado pelo Banco Master. Também apareceu em mensagens com Vorcaro. Foi solícito quando, em julho de 2024, Vorcaro o procurou para tentar marcar um encontro em Brasília e o chamou de “grande amigo”. Gonçalves respondeu: “E aqui sempre à disposição.”
Diante disso, fica a impressão de que recebeu nova “missão”. Mas é só impressão…
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