
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que os irmãos do ministro Dias Toffoli não são obrigados a comparecer à CPI do Crime Organizado. A medida suspende os efeitos da convocação que havia tornado o depoimento compulsório.
José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli haviam sido chamados pela comissão, com previsão de comparecimento obrigatório. Com a nova decisão, a presença passa a ser facultativa. Caso decidam ir, poderão exercer o direito constitucional ao silêncio e não estarão obrigados a assumir compromisso formal de dizer a verdade.
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Ao fundamentar o entendimento, Mendonça destacou que, segundo a jurisprudência do Supremo, investigados não podem ser compelidos a produzir provas contra si nem a sofrer condução coercitiva para prestar depoimento em CPIs. O ministro acolheu a tese da defesa de que ambos foram convocados na condição de investigados.
O tema reacende discussões sobre os limites das Comissões Parlamentares de Inquérito e as garantias individuais previstas na Constituição. O direito ao silêncio e à não autoincriminação é assegurado pelo ordenamento jurídico brasileiro, inclusive em investigações conduzidas pelo Legislativo.
A decisão poderá gerar debate político dentro da própria CPI e no Congresso Nacional, especialmente em razão da repercussão pública do caso. Contudo, do ponto de vista jurídico, o fundamento adotado segue precedentes já consolidados pela própria Corte
