
Uma declaração do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou ao centro do debate político neste sábado (3/1), após a ação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. A fala foi resgatada pelo advogado Martin De Luca, que atua para a Trump Media e para a plataforma Rumble.
A citação feita por De Luca refere-se a uma entrevista concedida por Moraes à revista The New Yorker, em abril de 2025. Na ocasião, o ministro comentou a hipótese de pressões ou interferências estrangeiras sobre decisões do Judiciário brasileiro, tema que voltou à tona em meio às críticas e cobranças do governo de Donald Trump em relação à atuação do STF no processo que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No trecho destacado pelo advogado, Moraes afirmou que, “se eles [EUA] enviarem um porta-aviões, então veremos. Se o porta-aviões não chegar ao Lago Paranoá, isso não influenciará a decisão [do julgamento da trama golpista] aqui no Brasil”. A declaração foi interpretada como uma resposta direta a eventuais tentativas de intimidação externa.
A repercussão do post aumentou significativamente após a operação americana realizada neste sábado.
Vale ressaltar que um dos mais importantes motivos para o levante de Trump foram as inúmeras denúncias contra Maduro feitas pela Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos Estados Interamericanos (OEA).
Essa mesma Comissão vem, há anos, recebendo denúncias sobre o que acontece no Brasil. Recentemente, inclusive, a CIDH se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex-parlamentar, seria o verdadeiro autor da obra, não se sabe ao certo o que tanto querem esconder – já que a censura persiste por quase UM ANO.
