
As guerrilhas colombianas que atuam na fronteira com a Venezuela afirmaram estar prontas para enfrentar “os planos imperialistas” dos Estados Unidos, segundo comunicados divulgados nesse domingo (4/1), um dia após a captura de Nicolás Maduro.
A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) declarou que se une a “todos os patriotas, democratas e revolucionários” para “enfrentar os planos imperialistas contra a Venezuela e os povos do Sul”, conforme comunicado enviado via Telegram.
Já os dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que assinaram um acordo de paz e se desmobilizaram em 2016, advertiram que dariam “até a última gota de sangue lutando contra o império” americano “se necessário”. “Cedo ou tarde, o império ianque cairá”, escreveram no X.
Segundo especialistas, essas guerrilhas envolvidas no tráfico de cocaína circulam em território venezuelano com a conivência do Exército do país.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, mobilizou 30 mil soldados para reforçar os pontos de passagem na fronteira com a Venezuela e colocou o país em alerta diante da possibilidade de atentados por parte desses grupos armados ilegais.
