O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste sábado (12) que a Operação Lava Jato foi uma “organização criminosa” e comparou a atuação do grupo de procuradores e magistrados envolvidos à forma de operação do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa do narcotráfico.
Sem mencionar diretamente o nome do ex-juiz Sergio Moro, Gilmar afirmou que passou a perceber “exageros” e indícios de atuação coordenada entre magistrado e Ministério Público Federal.
De acordo com ele, as suspeitas foram confirmadas com o vazamento de mensagens divulgado pela imprensa, por meio da Vaza Jato, e posteriormente investigado na Operação Spoofing, da Polícia Federal. “Tudo aquilo que se revelou na chamada ‘Vaza Jato‘, e depois na Operação Spoofing, parece que eu já sabia”, externou. Para o ministro, o grupo da Justiça Federal em Curitiba responsável pelos processos da Lava Jato constitui “uma organização criminosa”.
Ainda segundo o magistrado, as conversas reveladas entre integrantes da operação tinham o mesmo teor de articulações criminosas. “O que a gente escuta, falando como eles iriam destruir a vida empresarial do empresário A, B ou C, a gente pensa que é uma conversa do PCC”, emendou.

