
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, apresentou neste sábado (11) uma carta manuscrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre prisão domiciliar. No documento, Bolsonaro reafirma o apoio ao filho e o define como seu porta-voz, além de defender a união dos aliados em torno da pré-candidatura.
Durante uma live nas redes sociais, Flávio leu o conteúdo da mensagem e explicou o significado político da manifestação do pai. Segundo ele, o principal objetivo da carta é deixar claro quem está autorizado a falar em seu nome neste momento.
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“O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes. Que porventura alguém possa estar seguindo, além e em paralelo, a nossa pré-campanha”, disse Flávio durante a transmissão.
No texto manuscrito, Jair Bolsonaro convoca seus apoiadores a deixarem de lado divergências e concentrarem esforços em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Em um dos trechos, o ex-presidente afirma:
“O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”.
Em seguida, ele sustenta que o senador representa a melhor alternativa para livrar o Brasil “da corrupção, da violência e empobrecimento”.
Ainda na mensagem, Bolsonaro reforça sua confiança no filho ao escrever:
“Meu pré-candidato, creio [que] o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil”.
Ao comentar o conteúdo da carta, Flávio afirmou que o pai sinalizou que este é o momento para consolidar a união do grupo político. Na avaliação do senador, a mensagem estabelece uma espécie de prazo para que lideranças e apoiadores passem a atuar de forma coordenada na pré-campanha.
“Chegou a hora agora de todo mundo cair dentro”, disse.
Flávio Bolsonaro também destacou que o documento faz um apelo pela unidade do campo conservador para enfrentar o que classificou como o “verdadeiro inimigo, que é o governo de hoje”. O senador acrescentou que acredita ser possível formar maioria no Congresso Nacional a partir de 2027 para promover mudanças constitucionais.“A gente vai ter número suficiente no Senado e na Câmara para alterar a Constituição.
Para reduzir a maioridade penal. Para reduzir carga tributária. Para melhorar a nossa legislação penal. E deixar bandido perigoso mais tempo preso”, completou.
Confira:
