
Projeções médicas apontam que o estresse extremo e a pressão política têm agravado a saúde do ex-presidente e podem levá-lo a óbito.
O episódio envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que sofreu uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal na noite de segunda-feira (6), reacendeu debates sobre os limites da política e seus impactos na saúde de figuras públicas.
Médicos independentes classificaram a situação como uma “crueldade sem limites”, destacando que o contexto jurídico e político ao qual Bolsonaro está submetido estaria provocando estresse extremo e consequências graves para sua condição clínica.
O ACIDENTE E O ESTRESSE
Segundo especialistas, o acidente que resultou em trauma na cabeça não pode ser visto apenas como um evento isolado. Para eles, trata-se de reflexo direto da pressão contínua e daquilo que o próprio ex-presidente descreve como “perseguição implacável”.
O estresse extremo, apontam, seria um fator determinante para o episódio.
HISTÓRICO MÉDICO E AGRAVANTES
Bolsonaro carrega um histórico clínico marcado por complicações desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. Ao longo dos anos, passou por múltiplas cirurgias e recentemente foi submetido a novos procedimentos para correção de hérnias, sequelas diretas do ataque com faca.
Além disso, é portador de apnéia do sono — condição que aumenta o risco cardíaco e pode levar à morte súbita. Esse quadro exige acompanhamento médico constante e cuidados rigorosos, o que torna ainda mais delicada a situação diante de pressões externas.
A CRUELDADE DENUNCIADA
Para os especialistas, a saúde do ex-presidente ultrapassa os limites do embate político.
Em suas palavras:
“O que estão fazendo com Jair Bolsonaro é uma crueldade sem limites. O Brasil assiste a uma perseguição implacável e a um julgamento injusto, um intenso abalo psicológico em um homem com histórico clínico grave.”
O caso levanta uma reflexão inevitável: até que ponto a disputa política pode comprometer a dignidade humana?
Independentemente de posições partidárias, a situação expõe a necessidade de separar o embate político da preservação da saúde. O episódio vivido por Bolsonaro mostra que, quando a política ultrapassa os limites, o resultado pode ser devastador não apenas para o indivíduo, mas para a própria credibilidade das instituições.
Jornal da cidade
