Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, vive um isolamento revelador dentro do governo. Aliados dele apontam “covardia” do advogado-geral da União, Jorge Messias, e inação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, seu superior hierárquico direto, diante da crise.

Eis a nota de Lauro Jardim sobre o assunto:

“Andrei Rodrigues se sentiu abandonado dentro do governo nessa crise com André Mendonça.

Aliados do chefe da PF têm apontado os dedos para o que classificam como “covardia” de Jorge Messias, da AGU, e a inação de Wellington César Lima e Silva, o Ministro da Justiça, que vem a ser seu superior hierárquico.

Rodrigues, por sinal, recebeu telefonemas de solidariedade dos ex-chefes, Flávio Dino e Ricardo Lewandowski. Mas não do atual.”

O episódio expõe algo maior do que uma crise de comunicação interna. Rodrigues, na prática, responde a Lula, e é de Lula que esperava respaldo político num momento de exposição pessoal — foi citado no relatório da PF sobre o celular de Vorcaro e já avalia processar Mendonça por danos morais. O silêncio do Planalto, porém, confirma um padrão conhecido: a proteção do presidente se estende ao núcleo familiar e aos aliados mais próximos, não a quem apenas cumpre função no aparato de Estado.

Rodrigues descobre, do jeito mais desconfortável, que lealdade a Lula é rua de mão única. Enquanto Lulinha segue blindado pelo pai, o chefe da PF que serve a esse mesmo governo se vira sozinho para administrar sua própria crise de imagem.

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By Jornal da Direita Online

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