
Segundo reportagem do Poder360, publicada neste domingo (6), integrantes do Palácio do Planalto, aliados do presidente Lula e uma ala do STF estariam articulando para adiar o avanço de medidas contra Alexandre de Moraes até depois das eleições de outubro. A reportagem apresenta essa articulação como uma tentativa de evitar que a crise envolvendo Moraes e o Banco Master tenha impacto direto na disputa presidencial.
O principal movimento apontado seria o adiamento da análise das suspeitas envolvendo Moraes. De acordo com o Poder360, o presidente do STF, Edson Fachin, teria deixado para 22 de setembro a análise de questões relacionadas ao caso. A eleição está marcada para 4 de outubro, portanto a decisão ocorreria apenas 12 dias antes da votação.
A crise começou a ganhar força depois que o ministro André Mendonça tornou públicos documentos da investigação sobre o Banco Master, incluindo mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a um número atribuído a Moraes. A Polícia Federal recuperou as mensagens enviadas pelo banqueiro, mas não conseguiu recuperar as respostas atribuídas ao ministro.
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Mendonça, posteriormente, liberou para julgamento no plenário o caso que envolve as conversas de Vorcaro com Moraes e referências a Paulo Gonet e Andrei Rodrigues. Agora, cabe a Fachin definir quando o plenário analisará o assunto.
Há, porém, divergência sobre a interpretação desse adiamento. A reportagem do Poder360 o apresenta como parte de uma estratégia para proteger Moraes dos efeitos políticos da crise antes da eleição. Já outras análises defendem que postergar a discussão seria uma forma de evitar que uma disputa interna no STF e uma investigação envolvendo ministros contaminassem ainda mais o processo eleitoral. Um professor de Direito Constitucional ouvido pela CartaCapital, por exemplo, defendeu que o STF só deveria discutir os diálogos entre Moraes e Vorcaro depois da eleição.
Portanto, o ponto que está confirmado é que há uma disputa institucional no STF e que decisões importantes sobre o caso ficaram para as próximas semanas. Já a afirmação de que existe um “acordo” formal entre Planalto e Supremo para preservar Moraes é uma informação de bastidores publicada pelo Poder360 e não uma decisão oficial anunciada pelo governo ou pela Corte.
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