
Um crime bárbaro abalou a Ucrânia neste sábado (30). O ex-presidente do Parlamento, Andriy Parubiy, de 54 anos, foi morto a tiros por um homem disfarçado de entregador, que fugiu em uma bicicleta elétrica após o ataque. Testemunhas relataram que o criminoso usava um capacete preto com detalhes em amarelo, simulando ser funcionário de delivery, o que lhe permitiu se aproximar da vítima sem levantar suspeitas.
O presidente Volodymyr Zelensky classificou o crime como um “assassinato horrendo” e informou ter recebido relatórios iniciais do ministro do Interior, Ihor Klymenko, e do procurador-geral, Ruslan Kravchenko. “Todas as forças necessárias estão mobilizadas para investigar e capturar o assassino”, afirmou Zelensky em publicação nas redes sociais.
A polícia isolou a área e recolheu ao menos sete cápsulas de projéteis no local. Parubiy teria sido atingido entre cinco e oito vezes, não resistindo aos ferimentos e falecendo ainda na calçada. O ataque reacendeu as tensões políticas no país, já que Parubiy integrava o partido Solidariedade Europeia, liderado pelo ex-presidente Petro Poroshenko, principal força de oposição ao governo atual no Parlamento ucraniano.
Parubiy ficou conhecido em 2014 como o “comandante do Maidan”, após liderar os protestos que culminaram na queda do então presidente Viktor Yanukovych, alinhado a Moscou. No mesmo ano, já havia sobrevivido a uma tentativa de assassinato, quando uma granada foi lançada contra ele, mas explodiu embaixo de um veículo próximo. Sua morte agora levanta questionamentos sobre possíveis motivações políticas e a crescente instabilidade na Ucrânia.