
A Venezuela voltou a mostrar desprezo pelo Brasil ao aplicar novas tarifas de importação contra produtos brasileiros, mesmo após o acordo assinado com o governo Lula. A medida pegou exportadores de surpresa e afeta diretamente setores como calçados, medicamentos e alimentos, especialmente da região Norte. As novas cobranças começaram a valer sem aviso prévio, elevando os custos e prejudicando quem confiou na reaproximação com o regime de Nicolás Maduro. O governo brasileiro, até o momento, evita críticas públicas e prefere manter o silêncio diante da quebra clara do compromisso diplomático.
Empresários e parlamentares ligados ao setor produtivo afirmam que o Brasil está sendo humilhado economicamente por um governo que Lula trata como aliado. A Fiesp, associações do agronegócio e da indústria têxtil já cobram retaliações imediatas para proteger os empregos e evitar novas perdas. A oposição no Congresso acusou Lula de ser submisso a ditaduras e de priorizar ideologia em vez dos interesses nacionais. O Itamaraty tenta justificar o caso, mas não apresenta medidas práticas ou reações firmes à violação do pacto bilateral com Caracas.
O acordo foi celebrado com alarde pelo governo petista e vendido como vitória da integração regional, mas se revelou uma armadilha. Com a nova taxação, empresas brasileiras perdem competitividade e enfrentam quebra de contratos internacionais, afetando especialmente pequenas transportadoras e cooperativas agrícolas. Enquanto isso, Lula continua defendendo publicamente a amizade com regimes bolivarianos e evita qualquer tipo de cobrança a Maduro, mesmo diante da traição comercial. A diplomacia brasileira sofre mais um revés constrangedor.
Senadores como Marcos Rogério e Plínio Valério pediram a convocação do chanceler Mauro Vieira para explicar os termos do acordo e o que será feito diante do golpe. O movimento dentro do Congresso já articula a suspensão de novos aportes e incentivos para a Venezuela. A imagem do Brasil no comércio internacional também se desgasta, já que demonstra fragilidade diante de parceiros desonestos. A postura passiva de Lula enfraquece a confiança de outros países e pode afetar futuros tratados com nações sérias.
Se o governo continuar ignorando os sinais, o Brasil pode perder bilhões em exportações nos próximos meses. A omissão diante da traição venezuelana é vista como mais um episódio da política externa ideológica que o governo petista insiste em adotar. Produtores cobram medidas urgentes, mas o Planalto finge que nada está acontecendo. Mais uma vez, a retórica de união latino-americana termina em prejuízo para o povo brasileiro, que paga caro pela falta de pulso de quem deveria defender a soberania nacional.