
Fernando Haddad, foi alertado pela Febraban e pelo Tesouro Nacional sobre as irregularidades envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. Segundo o próprio Haddad, ele tinha em mãos a “radiografia da fraude bancária”.
Mesmo ocupando a posição de maior autoridade do Conselho Monetário Nacional (CMN) — órgão responsável por definir as normas do Sistema Financeiro Nacional —, Haddad não adotou medidas preventivas concretas.A defesa do ministro é conhecida: a fiscalização direta dos bancos cabe ao Banco Central, e não à Fazenda.
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No entanto, como presidente do CMN, ele detinha poder normativo sobre todo o sistema financeiro. Diante das informações recebidas, a única ação mencionada foi evitar receber pessoalmente o banqueiro. Posteriormente, o caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal.
O episódio ganha contornos ainda mais graves quando se lembra que, em dezembro de 2024, o presidente Lula recebeu Vorcaro no Palácio do Planalto, em reunião fora da agenda oficial.
O encontro foi articulado por Guido Mantega, contratado pelo banqueiro por R$ 1 milhão mensais justamente para fazer lobby junto ao governo.Haddad teria alertado Lula sobre as fraudes?
Ou, mais uma vez, o presidente “não sabia de nada”?
O caso reforça as críticas sobre a omissão ou o leniência do governo diante de um dos maiores escândalos financeiros em apuração no país.
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