
Um documento divulgado pela Casa Branca nesta quarta-feira (1º/4) apresenta uma análise das relações comerciais dos Estados Unidos com diversos países e inclui críticas diretas a políticas adotadas pelo Brasil. Entre os pontos destacados estão a chamada “taxa das blusinhas”, o sistema Pix e regras tarifárias ligadas ao Mercosul.
Segundo o relatório, práticas brasileiras foram classificadas como protecionistas, com destaque para tarifas elevadas sobre produtos importados, como automóveis, eletrônicos, máquinas industriais e tecnologia. O texto aponta que essas medidas dificultam o acesso de empresas estrangeiras ao mercado brasileiro, gerando impacto direto na competitividade internacional.
- Flávio dispara na frente em mais um estado em que Lula venceu em 2022
- Zé Dirceu é internado e doença gravíssima é diagnosticada
- A vexatória lição que um trio de jornalistas da Globo tomou dentro de casa (veja o vídeo)
- Confusão no plenário: Advogado desmoraliza deputado petista e conselho de ética decide pela cassação (veja o vídeo)
- URGENTE: Vazam as mensagens entre pai de Vorcaro e agente da PF
O documento também detalha o regime de Desembaraço Aduaneiro Simplificado, que inclui a chamada “taxa das blusinhas”, implementada durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A medida passou a tributar compras internacionais de até US$ 50 em 20%, além do ICMS, enquanto valores maiores podem chegar a 60%, alterando significativamente o cenário para consumidores e importações de baixo valor.
Outro ponto sensível levantado pelos Estados Unidos envolve o Pix, sistema criado e operado pelo Banco Central. O relatório indica preocupação com possível vantagem competitiva do modelo, já que a mesma instituição regula e opera a ferramenta, além de exigir adesão obrigatória de grandes instituições financeiras.
Além disso, o documento menciona questões relacionadas ao comércio informal no Brasil e aponta regiões tradicionais como centros de venda de produtos falsificados. Também há críticas à imprevisibilidade tarifária dentro do Mercosul, que, segundo o relatório, dificulta o planejamento de empresas norte-americanas interessadas no mercado brasileiro.
