
Informações obtidas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular do empresário Daniel Vorcaro indicam que ele realizou pesquisas na internet horas antes de sua prisão, o que pode impactar sua defesa no processo. Os registros mostram tentativas de identificar autoridades ligadas ao caso envolvendo o Banco Master, aumentando a atenção dos investigadores sobre sua conduta no período.
De acordo com a apuração, em 16 de novembro de 2025, Vorcaro buscou informações sobre o juiz responsável pelo inquérito conduzido na 10ª Vara Federal de Brasília. A pesquisa ocorreu um dia antes de sua detenção no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, quando ele tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai, com escala em Malta. A situação foi interpretada pelas autoridades como uma possível tentativa de saída do país.
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Entre os dados analisados, investigadores identificaram mensagens enviadas via WhatsApp, incluindo conteúdos de visualização única. Em uma delas, há menção direta ao magistrado Ricardo Soares Leite, responsável pelo caso, acompanhada de questionamentos sobre possíveis vínculos e proximidade com o juiz. O conteúdo reforçou a linha de investigação sobre a atuação do empresário nos bastidores do processo.
A PF também apura indícios de que pessoas ligadas ao grupo de Vorcaro teriam acessado sistemas internos de instituições como o Ministério Público Federal (MPF), a própria PF e até o FBI, o que teria possibilitado acesso antecipado a informações sensíveis. Essas ações estariam relacionadas a investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo negociações do Banco Master com o BRB.
Além disso, mensagens atribuídas à defesa do empresário, conduzida pelo advogado Walfrido Warde, indicam tentativas de contato com o juiz responsável pouco antes da prisão. A defesa afirma que todas as ações ocorreram dentro dos limites legais, no exercício da advocacia. O caso segue em investigação e continua gerando repercussão no meio político e jurídico.
