
Segundo especialistas no tema, a acareação determinada pelo ministro Dias Toffoli seria claramente prematura, já que sequer existem versões conflitantes a serem confrontadas. Não há depoimentos contraditórios, não há narrativa divergente. Ainda assim, a medida foi imposta.
Ocorre que, ao que tudo indica, parte da imprensa e dos chamados especialistas acabou caindo na armadilha cuidadosamente montada. Ao atrair para si o caso envolvendo o Banco Master, sem base legal clara e atropelando o princípio do juiz natural, Toffoli criou um verdadeiro universo jurídico paralelo, no qual ele próprio estabelece as regras do jogo.
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Nesse cenário distorcido, o debate público passa a se comportar como Alice no País das Maravilhas, tentando compreender decisões que desafiam toda lógica jurídica conhecida. O erro está em insistir em aplicar as regras do mundo real a uma “Wonderland” institucional, onde o Direito tradicional simplesmente deixou de existir.
Esse padrão não é novo. O mesmo já havia ocorrido com a criação do chamado Inquérito das Fake News, ou quando cidadãos sem prerrogativa de foro passaram a ser julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal. Em todos esses episódios, mundos paralelos foram erguidos, nos quais magistrados atuam como verdadeiras Rainhas de Copas, decidindo conforme regras próprias.
Assim como Alice, o observador atento tenta encontrar racionalidade, coerência ou fundamento jurídico. Mas essa busca é inútil. O que resta não é o Direito, e sim o exercício cru do poder, capaz de criar realidades conforme a vontade de quem o detém.
