
O senador republicano Markwayne Mullin, membro do Comitê das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o presidente Donald Trump ofereceu a Nicolás Maduro uma saída “honrosa” da Venezuela. Segundo ele, Trump propôs que o ditador buscasse refúgio em um país aliado, como a Rússia, antes que a situação se agravasse. A declaração reforça o momento de tensão entre Washington e o regime chavista.
Mullin afirmou que Trump sinalizou que operações terrestres para combater o narcotráfico na América do Sul começariam “em breve”, embora o presidente tenha deixado claro que não enviará tropas de combate para derrubar Maduro. Segundo o senador, o objetivo é aumentar a pressão estratégica sobre o regime, que os EUA classificam oficialmente como organização narcoterrorista.
O parlamentar destacou que o foco de Trump continua sendo a proteção das fronteiras americanas e o enfrentamento ao tráfico de drogas, que tem forte ligação com a cúpula venezuelana.
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A proposta para que Maduro deixe o país seria uma oportunidade final para evitar novas medidas mais duras, numa escalada que vem se intensificando nos últimos meses. Trump confirmou que falou por telefone com Maduro, mas não revelou detalhes.
No sábado, o governo americano emitiu um alerta recomendando que o espaço aéreo da Venezuela seja considerado totalmente fechado. A orientação provocou cancelamentos de voos e a suspensão de licenças aéreas, aprofundando o isolamento internacional do regime de Caracas. A medida foi interpretada como mais um passo para elevar a pressão sobre o ditador socialista.
Os EUA também mantêm um destacamento militar no Mar do Caribe, posicionado em frente à costa venezuelana. A presença de navios de guerra reforça o cerco diplomático e militar contra Maduro, aumentando o clima de apreensão na região. Washington deseja uma transição sem conflito, mas deixa claro que Maduro precisará ceder ou enfrentar consequências cada vez mais graves.
