
O STF confirmou neste sábado (12) que a TV Justiça transmitirá ao vivo a sessão extraordinária da próxima terça-feira (15), que vai analisar o relatório da PF que detalhou a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A transmissão dos julgamentos é a regra na Corte, mas o presidente Edson Fachin enfrentou pressões para que essa sessão fosse fechada.
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Por outro lado, os jornalistas não poderão acompanhar a sessão de dentro do plenário, como geralmente ocorre. Na sexta, o tribunal abriu um credenciamento para quem deseja comparecer.
Mais cedo, Fachin negou um pedido de Moraes para que a conduta de André Mendonça seja analisada em conjunto com a dele na sessão. O presidente alegou que cada processo tem “contornos e objetos bem delineados”, que devem ser analisados em processos próprios.
O STF analisará o relatório que expôs as mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Um relatório da PF apontou que os dois mantiveram diálogos em novembro de 2025, antes de o banqueiro ser preso pela primeira vez. Dois dias antes de ser detido, Vorcaro teria perguntado a Moraes se deveria fugir.
A Procuradoria-Geral da República defendeu que as provas deveriam ser anuladas, uma vez que um integrante da Corte não pode pedir a investigação de outro sem a anuência dos demais. O titular do órgão, Paulo Gonet, também é citado no relatório.
Dois dias depois da divulgação das mensagens, Moraes enviou a Fachin um outro relatório envolvendo Mendonça, acusando-o de abuso de autoridade, vazamentos seletivos e direcionamento das investigações da PF. É esse caso que será avaliado no dia 23.
O julgamento da terça-feira será inédito: a Corte nunca antes julgou se um de seus próprios integrantes deve ser investigado e, por isso, ainda há dúvidas de como será o rito da sessão.
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