
Durante o debate entre candidatos ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol e Filipe Barros apresentaram um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes e convidaram os demais candidatos a assiná-lo. Cristina Graeml e Alexandre Curi aderiram à iniciativa, enquanto Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha não assinaram.
A recusa de Gleisi chama atenção porque, poucos dias antes, ela havia declarado que não via problema em um ministro do STF sofrer impeachment, desde que existissem crimes a serem apurados. Em entrevista à RPC, a petista afirmou que essa é uma atribuição constitucional do Senado e que, se houvesse crime, “tem que ter” impeachment.
No debate, porém, Gleisi criticou a iniciativa de Dallagnol de buscar assinaturas entre os candidatos. Segundo a CBN Curitiba, ela defendeu que as denúncias relacionadas ao Banco Master fossem investigadas amplamente e que todos os envolvidos fossem submetidos ao devido processo legal.
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Dallagnol, por sua vez, afirmou que a mobilização não deveria ficar restrita ao Paraná. Segundo ele, a proposta é levar o pedido a candidatos ao Senado de outros estados, utilizando as novas denúncias relacionadas ao caso Banco Master como fundamento para pedir a responsabilização de Moraes.
A discussão acontece em um momento de forte pressão sobre Moraes. Atualmente, o ministro acumula dezenas de pedidos de impeachment no Senado, embora isso não signifique que exista uma decisão pelo afastamento. Eventuais processos de impeachment contra ministros do STF são de competência do Senado.
Assim, o ponto politicamente mais relevante é o contraste entre as duas posições de Gleisi: ela afirmou que um impeachment pode ocorrer se houver crime, mas recusou-se a assinar especificamente o documento apresentado por Dallagnol contra Moraes. A recusa, portanto, não equivale a uma defesa geral de que ministros do STF jamais possam sofrer impeachment.
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